a9caca0kpg6ecaec2llccatauwerca2zlx0lcan01f4lcavmm32gcaf62nrxca4sddx2ca7gej7xcazms23xca7kif4wcakd18s5ca3vybaoca1tu0y5cakmqtlmcatar2x7car4th53ca08ff4oA Opinião Pública

As pessoas que constituem o público apresentam um modo comum de pensar, sentir e agir que muitas vezes entra em conflito, se sobrepõe e altera as opiniões das pessoas individualmente consideradas.

A esta corrente geral, partilhada por uma comunidade, dá-se o nome de opinião pública, que se distingue da opinião privada, que é particular e própria de cada um.

Opinião Pública: Tendência geral de uma população para partilhar as mesmas ideias acerca de um problema ou conjunto de problemas.

Gerada muitas vezes a partir de preconceitos, a opinião pública tende a simplificar-se, cristalizando-se em estereótipos através dos quais as pessoas expressam as suas ideias. À mistura com conhecimentos verdadeiros, os preconceitos contribuem para instaurar pontos de vista, ideologias e mitos que se constituem como uma “onda cultural” geradora de respostas disponíveis a usar pelas pessoas do grupo. Assim, cada grupo, profissão, classe social, aldeia, cidade ou província apresenta um conjunto de pressupostos e de predisposições reactivas próprias. Aí se jogam necessidades e interesses, rivalidades, motivações, valores e aspirações profundas que, latentes no inconsciente das comunidades, imprimem determinado rumo ao modo de pensar geral das pessoas.

Formação da opinião pública

Entre os elementos que mais influência têm na opinião pública contam-se os seguintes:

Emoções colectivas – As pessoas são mais sugestionáveis quando submersas na multidão. Gera-se entre elas uma atmosfera empática que facilita a disseminação de sentimentos e ideias. Daí a importância do clima emocional gerado nas grandes manifestações religiosas e políticas. Quando se trata de controlar a opinião pública, o pathos em acção desempenha um papel insubstituível.

Líderes e guias de opinião – Pertencentes ao âmbito da política, da cultura, do espectáculo, da religião ou do desporto, os líderes dispõem de um ascendente quase hipnótico sobre as pessoas que, da admiração, passam a identificar-se com eles, a escutá-los e a ser seus fiéis seguidores. Há também os Guias de opinião. Não se tratando já de pessoas “públicas”, como os líderes, não deixam de dispor de elevado poder persuasivo. Pertencentes ao círculo de relações pessoais de cada um, há familiares, amigos ou colegas de trabalho que, por se adaptarem facilmente a diferentes situações, surgem a seus olhos como elementos bem informados acerca dos acontecimentos.

Meios de comunicação social – Desde cedo os meios de comunicação social começam a exercer a sua acção de condicionamento sobre as crianças que vão pautando opiniões, atitudes e acções pelos padrões que a caixa mágica transmite. Quando usados como agentes persuasivos, a televisão e os restantes meios de comunicação lideram e guiam as opiniões correntes.

Maria Antónia Abrunhosa e Miguel Leitão, Um Outro Olhar Sobre o Mundo, Filosofia (Vol.1), Edições Asa, Porto, 2008, pp. 105,106