Rótulos, gavetas = estereótipos

Apesar de muitas pessoas o negarem, o preconceito existe e não é só pela cor da pele ou nacionalidade. E por muito que nos declaremos pessoas não preconceituosas, todas acabamos, num momento ou noutro por rotular as pessoas que nos rodeiam, por colocá-las em gavetas sociais. Acho que mais que uma tendência, essa atitude torna-se quase uma necessidade humana. Para nos sentirmos bem, para sabermos o nosso lugar na vida, temos que encaixar os outros nos lugares deles: pretos, solteiros, divorciados, “betos”, ateus, loiras, etc… Todos nós queremos fazer parte de alguma coisa e por isso estereotipamos as pessoas para poder criar rótulos. Nem que seja o rótulo dos desenquadrados. É claro que esta necessidade que eu, como parte do problema, entendo, acaba por se tornar inaceitável quando se atenta à integridade física e/ou psicológica do indivíduo.

(…)

Por vezes, o caminho para a aceitação e compreensão passa pelo entendimento. Odiamos o que tememos e tememos o que não conhecemos. (Esta frase não é certamente minha mas tenho-a como tal pois não faço ideia onde a li ou ouvi.) Por vezes basta termos o interesse sincero em saber um pouco mais sobre as pessoas e não seríamos tão facilmente preconceituosos.

 Soraia Priscila,  PRVCC – grupo 3